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O projeto Firma Ponto: Da Memória para a Educação Patrimonial, realizado em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), segue avançando em suas ações de formação junto à juventude do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango.

Uma das frentes centrais do projeto é a realização de oficinas voltadas ao letramento digital, comunicação e educação patrimonial, criando caminhos para que os próprios jovens do território participem da organização, preservação e difusão da história do Kilombu.

As formações não partem da ideia de “ensinar” comunicação quilombola, mas de apresentar ferramentas que possam fortalecer processos já existentes dentro da comunidade, ampliando a autonomia da juventude na gestão da memória, da informação e da presença digital do Manzo.

Entre os temas trabalhados estão:

  • uso de ferramentas digitais para organização de acervo;
  • noções de comunicação institucional e redes sociais;
  • produção e gestão de conteúdo para o novo site do Kilombu;
  • preservação da memória e patrimônio cultural;
  • construção de linguagem e comunicação alinhadas à identidade kilombola.

No dia 21 de março foi realizada a primeira oficina de Tecnologia e Letramento Digital, dedicada à preparação da juventude para a gestão do novo site do Manzo, que será responsável por armazenar e disponibilizar parte importante do acervo histórico e patrimonial produzido durante o projeto.

O site será uma das entregas estruturantes do Firma Ponto, funcionando como espaço de memória, consulta e fortalecimento institucional, além de apoiar futuras ações de educação patrimonial e circulação de conhecimento.

O projeto Firma Ponto integra o Termo de Colaboração nº 947973, firmado com o IPHAN, e tem como objetivo a sistematização de registros e informações sobre a história e as tradições da comunidade do Kilombu Manzo Ngunzo Kaiango, fortalecendo a preservação de seu patrimônio material e imaterial.

Mais do que oficinas, trata-se de um processo contínuo de formação política, técnica e comunitária, onde a juventude se reconhece como parte fundamental da continuidade e da salvaguarda do território.